sexta-feira, 26 de junho de 2009

CALDEIRADA!

























O jogo vai começar
Onze de cada lado
O árbitro vai apitar
Bola no avançado.

Carapau leva a bola
Passa a peixe-espada
O cação ajeita a camisola
A corvina leva uma trancada.

Gritou ela bem fininho
Com grande satisfação
Ficou prenha teve um filhinho
E foi comido pelo tubarão.

O jogo continuou
Até tinham casa cheia
Mas o árbitro apitou
O robalo rasteirou a baleia .

Gritou a peixeirada em sururu
É grande penalidade
A faneca defendeu com o cu
Ficou feliz e perdeu a virgindade.

Marcou golo o bacalhau
Fez três é um atrick
A chaputa agarrou-lhe o pau
Pensando que era o stick.

Lá terminou o jogo
Com o apito final
Todos eles eram fogo
Deu-se um grande bacanal.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O GATO FANUC!
















Meus caros amigos e amigas, hoje, ao beber o meu precioso café da manhã dei uma vista de olhos pelas capas dos jornais e em dois deles lá estavam as aventuras e desventuras das crianças mal tratadas e mais penoso ainda é a guerra que se trava nos meios judiciais para saber a quem calha a criança como se de um troféu se tratasse.
Bom deixo esta parte para os mais entendidos na matéria do que eu, apenas fiz um desabafo. Mas foi ao ler estas notícias que veio-me à mente o meu gato, já sei que estão a pensar que estou louco ao comparar as crianças com o gato! Tenho a confessar que até há bem pouco tempo e não sei explicar porquê não tinha grande simpatia pelos bichanos, não me diziam nada. Via-os como animais que andam por cima de tudo sem pedir autorização. Quando menos esperava cruzou-se no meu caminho um gato com poucos dias de nascimento que se encontrava numa espécie de lixeira, pobre animal raquítico e esfomeado.

Ao vê-lo mais parecia uma coisa, do que um gato, tal era o seu estado escanzelado. Ao reparar no pobre animal veio-me à mente que estava em presença de mais um igual a tantos outros a que a sociedade chama de mal nascidos. Neste caso, o mal nascido deu entrada na creche, a minha garagem. Aí encontrou acolhimento e sobretudo bom trato. Como é óbvio e como tudo na vida com bom trato “a coisa” tornou-se um gatinho. Assim que se apanhou com forças nada o fazia parar e descobri rapidamente que tinha tendência para a mecânica, só estava bem em cima do carro e a inspeccioná-lo quando este dava entrada na garagem.
Lembro-me que uma manhã retirei o carro da garagem e reparei que não havia sinais do gatinho, chamei-o várias vezes e lembrei-me de abrir a capota do carro. Lá estava ele tranquilo a olhar para o motor e atento ao seu trabalhar. Sorte a dele e a minha , se lhe tivesse acontecido algum mal o meu dia começava pessimamente.
Era chegado o momento de o tirar da garagem , levei-o para o meu local de trabalho com todos os seus haveres. Aí tem toda a liberdade do mundo e mais uma vez revelou a sua tendência para a mecânica, só está bem dentro das máquinas ou em cima destas, de modo a poder controlar tudo em seu redor.
Deixou de ser um gatinho para ser um gato, demos-lhe o nome de Fanuc por ser o nome de uma das máquinas, a mais alta e onde ele normalmente se empoleira para poder controlar tudo e todos ao ponto de cada vez que alguém passa perto da máquina menos prevenido lá está ele a estender a pata para lhe dar uma sapatada na cabeça.
Nós os que lidamos com ele, chegamos a pensar e até a comentar:
- É um gato, um cão, um macaco, ou...? Comporta-se estranhamente, é óbvio, que é um gato mas quando começa aos saltos mais parece um macaco . No chão, por vezes anda todo emproado e levanta as patas mais parecendo um símio e quando o chamamos como se chama qualquer gato , bchbchbch, nem sequer nos liga, no entanto se o chamarmos como a um cão: Anda cá! Ele simplesmente obedece. Anda sempre atrás de nós junto às nossas pernas para onde quer que vamos, quando está junto a alguém que esteja a trabalhar deita-se como um cão e deixa-se estar ali quieto. Lança-se às nossas pernas quando vamos a passar e por vezes esconde-se para o irmos procurar, quando alguém o encontra ai está ele pronto para se atirar.
De quando em vez lá se aventura na selva , isto é, os quintais dos vizinhos onde existem alguns gatos com o território bem demarcado no qual o Fanuc se aventura certamente na esperança de encontrar uma amorosa. Confesso que nunca por lá vimos nenhuma, o que nos faz pena por ele, bem entendido!... Como disse, ele aventura-se no território dos outros, envolvendo-se em grandes zaragatas, quando se consegue libertar corre para o seu refúgio, mas não é a primeira vez que chega a coxear das muletas e até com o fato roto. Escusado será dizer que recorre aos serviços sociais para que o possamos tratar, meter de boa saúde e com bom aspecto.
Se bem se lembram comecei por dizer que não gostava de gatos, agora quero-vos informar que ainda não sei se gosto! Mas gosto muito deste amigo. Nas horas mortas em que tenho que dar seguimento a alguns trabalhos ali está ele a olhar para mim, a respirar, confesso que me sinto acompanhado. Ah! Qual a sua raça? Não sei, sabemos apenas que é o nosso gato de estimação. Um dos mal nascidos da sociedade, que estava no sítio certo à hora certa. Este é o meu contributo aos mal nascidos, nem todos têm a sorte que teve o gato Fanuc.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ALUNO RESMUNGÃO!


Levanto-me vou para a escola
Começo logo a correr
Meto os livros na sacola
E vou mesmo sem comer


Chego à escola atrasado
Não tenho onde me sentar
Meu lugar está ocupado
E começo a resmungar


Senhor professor da lição
Onde me posso sentar
Dá-se inicio à confusão
E começo a resmungar


Estou aqui para aprender
Venho para estudar
Mas o que é que vou fazer
E começo a resmungar


Talvez vá para um escritório
Quando o curso acabar
Melhor é um consultório
Para poder resmungar


Chego a casa da escola
Minha mãe diz vai estudar
Tiro os livros da sacola
E começo a resmungar.

ÁGUAS DO MONDEGO!


As águas correm no
Mondego
E os dias se vão
passando,
Meu coração não tem
sossego
Por ti, ele vai
chorando.
Chora debaixo da
capa
Chora pelo teu
amor,
No choupal ou na
lapa
vive lá uma
flor.
Chorai, chorai comigo
chorai...
Que o Mondego passa a
correr,
Mas ao meu amor
levai
As lágrimas do meu
sofrer.
O Mondego passa a
correr
Tudo leva em suas
águas,
Levas as lágrimas do meu
sofrer
Leva também as minhas
mágoas.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

MENINO XAMBÉ!
























Menino Xambé x3
Deixou sua terra
Menino Xambé x2
Ele foi para a guerra
Menino Xambé x2
Não sabe chorar
Ele foi para a guerra
Só sabe matar
Menino Xambé x2
Quando acabou a guerra
Menino Xambé x2
Voltou para a terra
Menino Xambé x2
É mutilado de guerra
Menino Xambé x2
Vai receber uma medalha
Menino Xambé x2
Não sabe chorar
É máquina de guerra
Só sabe matar
Menino Xambé x2
Não foi estudar
Voltou para a terra
Só sabe matar
É máquina de guerra
Menino Xambé x3